What the Bible says about light and seed

The True Light "In him, (the Lord Jesus) was life, and that life was the light of men. The light shines in the darkness, but the darkness has not understood it. The true light that gives light to every man was coming into the world,…the world didn’t recognize him." John 1:4,9.

The Good Seed and the Weeds “The kingdom of heaven is like a man who sowed good seeds in his field. But while everyone was sleeping, his enemy came and sowed weeds among the wheat and went away. Matthew 13:24,25.
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Thursday, August 9, 2012

A Igreja Das Ilusões Perdidas - Jofre Garcia

A Igreja Das Ilusões PerdidasPor Jofre Garcia

É verdade! O título está errado.
A Igreja não vive nem desfruta nem se dá em ilusões que podem evidentemente serem perdidas ou desfeitas. Ora, a Igreja não deve perder-se nem mesmo em conceitos relativos a uma época, cultura e modo intelectualmente restrito a fenomenologia do tempo na humanidade.

Deve caminhar nos fundamentos e princípios de fé em Cristo, subjugada a Cristo, adorando a Cristo, servindo a Cristo, o que nos torna livres, pensantes e fraternalmente comunitários, além de fracassadamente vitoriosos e triunfantemente fracassados.]

E não é que parece ser uma utopia ilusória?
Parece.
Mas não é.
A Igreja da qual eu sou é assim.

Ela me parece um tanto quanto ingênua; desnuda de maldade e intenções, não me oferece nada para que orgulhosamente eu ostente: “sou isto e isso nesta Igreja”. Mostra-me os cravos das mãos e pés do Cabeça e se oferece para junto comigo trilhar o caminho estreito, espinhoso e cheio de pedras, mas, também, repleto da presença consoladora d’Ele.

Às vezes encontro com ela na rua, pobrinha, está varrendo onde pisam os incrédulos e os dizem ser, e não são. E quando ela fala comigo divide a sua riqueza.
Como é rica a minha Igreja!
Não tem nada, mas, possui tudo!

Outras vezes, tristonha, cabisbaixa: “Menino doente, perdido no mundo”. Então, choro a tristeza junto e ela chora comigo as minhas, parecemos tão impotentes diante de um mundo mal que jaz no Maligno. Mas, ainda que morramos, não será para sempre, pois, viveremos eternamente com o Senhor.

Mas, também a encontro em júbilo: “Menino curado, salvo do mundo”. Então, me alegro e solto meu riso, riso de conforto em saber que a Igreja que me tem, tem um Dono que solidariza-se na minha dor e na dor dos invisíveis aos sistemas, financeiros, políticos, jurídicos, religiosos, etc.

A Igreja que me tem, tem um jeitão assim, bem brasileiro, é certo. Mas, também é argentina, japonesa, americana, italiana, alemã, africana, australiana, indígenas, é gente que nunca vou entender a língua, mas o Espírito as entende tão bem e na linguagem da fé, esperança e amor, nem de tradutor nós precisamos para perceber que temos o mesmo PAI.

A Igreja que me tem às vezes nem tem sapatos, adora de chinelão e isso não atrapalhou. Certa vez a vi de calção de banho, cabelos ao vento, pés na areia, olhos no mar e coração no céu, num perfeito louvor, e depois… ÁGUA! Thibuuummm!!!

A Igreja que me tem não me carimbou com um número, pois o Pai selou-me com o Espírito e o Cordeiro marcou-me com seu sangue. Crescer nessa Igreja não é paranóia missionária, mas é a transbordante Missão de fazer discípulos aonde vou, onde estou, onde devo ir, por que sou e pertenço e o Reino tem muitos outros que ainda não são, e devem ser, e por não saber devo seguir sempre, anunciando.

A Igreja que me tem prega cantando, prega pregando, prega ensinando, prega curando, prega quando ri e quando chora, prega no abraço que abraça a vida e não o mundo. Ela não me machuca nem decepciona. Não me frustra, pois não é feita do pó humano, mas, da Rocha Divina.

Parece ilusão, que a agonia deste mundo sufocou.
Não!

Ilusão é o que vemos nos expor como realidade cristã e não é. Não suportaria se o que dizem ser Igreja o fosse. Não quero essa igreja que se mostra na tevê, e em tantos púlpitos. Tão feia. Miseravelmente rica me tira tudo. É feroz, desumana, bandida!
Agride, machuca, retalha minha esperança e nos divide em tantos pedaços, já nem posso contar.

A Igreja que me tem, não me cobra nada, eu lhe entrego tudo.
N’Ele, no qual a Igreja é seu Corpo.
***
Fonte: Auxílio do Alto, blog do nosso colaborador Jofre Garcia.

Saturday, May 12, 2012

Série: Observador Walter McAlister [2]

Série: Observador Walter McAlister [2]
      
Maurício Zágari: Existe diferença entre louvor e entretenimento Cristão?

Walter McAlister.: Muita. Louvor não é algo que se ouve, é algo que se faz. Há muitas músicas hoje que são simplesmente impossíveis de cantar. São um show de música. Já estive em cultos em que a música da plataforma era maravilhosa, incrível, fora de série, ensaiada, com um arranjo lindo. Mas eu olhava para o povo e ninguém estava cantando. Ninguém conseguia cantar, porque não havia ensaiado as viradas e certas modulações da música. Ou seja, embora o show fosse lindo, não promoveu louvor e, portanto, não era louvor. Louvor não é algo que se assiste, é algo que se faz. As pessoas não devem ir à igreja para assistir a um culto, mas sim para prestar um culto.

A Igreja coletivamente presta um culto a Deus, mas, hoje em dia, em sua grande maioria, as pessoas vão à igreja para receber ou assistir. Vão embora ao final dizendo “hoje o louvor foi bom”; não porque “eu louvei bem”, mas porque “cantaram músicas das quais gostei, que me fizeram bem. Me emocionei, estou todo suado, todo feliz”. Julgam a qualidade do louvor pela sua percepção, pela sua experiência, pela sua emoção, pelo alento que esse “louvor” proporcionou a elas; quando, de fato, o louvor é um serviço a Deus. Ninguém vai para o trabalho e diz, no final do dia, “hoje eu construí um muro que me emocionou”. Não, ele foi lá para trabalhar e não construiu o muro para o seu prazer, mas para a pessoa que o contratou.

Nós fomos salvos para servir a Deus, para louvar a Deus. Então, quando vamos à igreja é para prestar culto a Deus. O que não entendo é que as pessoas chegam atrasadas ao culto e dizem “ainda estão cantando, ainda não chegou a hora da mensagem, então posso chegar um pouco mais tarde”. Ou seja: percebem aquilo como um interlúdio musical para que os retardatários não se constranjam ao entrar durante a mensagem. Moral da história: as pessoas chamam de louvor o que não é louvor: é entretenimento cristão. E o que deveria ser louvor elas tratam como um espetáculo descartável.

Pergunta de Maurício Zágari extraída do Livro “O fim de uma era”, respondida pelo autor Walter McAlister. Adquira o livro através deste link. Divulgação: Púlpito Cristão.

Friday, April 27, 2012

O evangelho sanguessuga e o aprendizado pela perda

O evangelho sanguessuga e o aprendizado pela perda


Por Valmir Nascimento

Perda. Eis uma palavrinha escurraçada do vocabulário gospel-triunfalista desses dias. Ela foi banida aos porretes dos púlpitos e jogada para escanteio na vivência cristã, a fim de abrir espaço para expressões mais agradáveis e imponentes: bênção, vitória e prosperidade.

Assim, o evangelho (digo: marketing gospel) vai se tornando sanguessuga (Pv. 30.15), a gerar filhos Dá e Dá, preocupados somente com o lucro, mas nunca com a perda. Dá-me isso; dá-me aquilo e dá-me aquilo outro.

E isso é um problema sério. Cristãos formados com os olhos voltados para o ganho financeiro/material mantém a fé inabalável somente até a primeira adversidade. Quando o vento bate à porta eles logo devolvem suas credenciais e voltam de onde saíram: o mundo.

A Bíblia deixa evidente a importância de os discípulos de Cristo estarem preparados para a perda. Paulo revela essa verdade ao escrever:
“Mas o que era para mim era ganho reputei-o perda por Cristo; e, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo”. [Fp. 3.7,8]

Nancy Pearcey afirma que “quer o sofrimento seja físico, quer seja psicológico, o método que Deus usa para vermos em que estamos fundamentando nossas vidas é a perda. Quando perdemos a saúde, ou a família, ou o trabalho, ou a reputação, e a vida desmorona e nos sentimos perdidos e vazios, é quando percebemos o quanto nosso senso de propósito e identidade estava de fato ligado a essas coisas. É por isso que temos estar dispostos a permitir que Ele tire essas coisas de nós. Temos de estar ‘dispostos a morrer’”.

Assim como o soldado não deseja a guerra, o cristão não deseja a perda. Entretanto, da mesma forma que ele se prepara continuamente para a batalha, assim devemos nos preparar para os momentos de dificuldades. Afinal, ela tem muito a nos ensinar sobre nossa vida com Cristo.

O apóstolo Paulo aprendeu que a perda mostra que a nossa capacidade não vale nada (Fp. 3.3-6). Moisés viu que a perda proporciona experiência com Deus, depois de perder o conforto do palácio de Faraó e ir para o deserto. José aprendeu que a perda prova a nossa fé, ao manter-se inabalável mesmo em meio a várias adversidades. E, por fim, com Davi aprendemos que a perda revigora a nossa fé.
  • a perda mostra que nossa capacidade não vale nada
  • a perda prova nossa fé
  • a perda proporciona experiência com Deus
  • a perda revigora nossa fé
Enfim, a perda nos faz perceber a nossa pequenez e a grandiosidade de Deus. E a primeira coisa que precisamos ‘perder’ ao nos entregarmos a Cristo é o nosso próprio ‘eu’, negando-nos a nós mesmos (Lc. 9.23)
Pense nisto!
***
Valmir Nascimento Milomen é Advogado Licenciado e Analista Judiciário Federal. É editor do excelente blog E agora, Como Viveremos? e agora colaborador do Púlpito Cristão

Thursday, April 12, 2012

Não Me Falaram de Cristo

Não Me Falaram de Cristo
http://www.pulpitocristao.com/


Por Jofre Garcia
Teve uma época em minha vida que decidi conhecer Jesus.
Foi um desejo latente e apaixonante, daqueles que vem para transformar a nossa vida.
Busquei-o em muitas formas e em todas as formas o “jesus” tinha uma forma que não era a sua própria forma.

Então, como Arquimedes a gritar “eureka!” pelas ruas, acendeu na lógica racional de minha mente procurá-lo onde Ele pode ser revelado de uma forma especial e autêntica: na Bíblia.

Foi então que pude ter a experiência mais complexa e extraordinária de minha vida: conhecer Jesus Cristo através de Jesus Cristo.
Isso mesmo!

Quando nos debruçamos nas páginas eternas das Escrituras Sagradas vamos ter um contato com a Revelação Especial de Deus para as nossas vidas. Passamos a conhecer Jesus sem nenhum óculo neurótico-religioso de plantão. Isto quando estamos dispostos a fazer de nossa leitura um momento de verdadeira alimentação espiritual e encontro com o divino e não para apenas promovermos um debate religioso.

Descobri, então, estupefato, que não haviam me falado de Cristo.
Muitos me falaram de religião, e essa como uma instituição de regras humanas e imposições amargas, que perturbam e traumatizam os corações, que amputam sonhos e achatam as intenções mais puras e íntimas de nosso ser.

Outros me falaram filosofias infindáveis e neuróticas, de verdadeiras viagens teóricas e devaneios lúdicos onde os questionamentos brotam como incontáveis ondas existenciais, mas não se tem nada de concreto, alias, nem o nada é alguma coisa.

Ah! Falaram-me também, de um camarada zangado e enfezado que lançava raios e maldiçoes sobre tudo e todos e exigia tudo e não se satisfazia com nada. Andava sempre de olho com aquele jeitão de um disciplinador severo, pronto para castigar a qualquer momento.

Sabe o que mais?
Falaram-me de um deus cheio de barganha e negociações tolas e desfavoráveis. Que afirmavam que ele lhe concedia uma graça, mas essa graça precisava ser paga com uma promessa ou voto. Então quase entrei em parafuso!

Se for graça é graça.
Porque sendo preciso pagar, já não é mais graça e sim barganha!
Então, as paginas da Bíblia foram como um copo de água para um sedento viajante do deserto. Foi como despertar de um torpor que alucinava e alienava de qualquer compreensão exata do Ser de Cristo.

Nela, o Espírito Santo revelou (por que é o Espírito Santo que orienta as nossas leituras e orações) um Jesus Cristo que me faz repousar tranqüilo, de quem eu posso aprender e lhe suportar o fardo porque ele é leve, suave. Encontrei um Jesus que não fica pendurado eternamente num madeiro, e, também não está entronizado numa região celeste inalcançável pelo pecador, de modo que tem a necessidade dos “santos” intercessores para mediar tão drástica situação.

Não! Esse Jesus Cristo habita com todos aqueles que lhe recebem como o Senhor de suas vidas e junto com o Pai faz morada em cada um de nós, transformando-nos em fontes vivas que jorram para a eternidade.

Esse Jesus é o meu pão diário onde minha fé é renovada e o meu espírito fortalecido.
Esse Jesus cura as minhas mais uterinas feridas e meus mais profundos traumas dando sentido para a minha existência.

Esse Jesus faz explodir dentro de mim a fé, o amor e a esperança que transforma o mais miserável ser em sal e luz da terra.
Esse Jesus jamais me desampara e me conduz para o seio do Pai para todo o sempre.

- Eu andava perdido e desgarrado, mas foi achado por ti, Senhor.
N’Ele, que me achou com sua Palavra.
***
Jofre Garcia é colaborador do Púlpito Cristão e editor do Auxílio do Alto.

Monday, March 26, 2012

Expor Kony 2012: Movimento de Juventude Falso Promove Presença Militar dos EUA em África

Expor Kony 2012: Movimento de Juventude Falso Promove Presença Militar dos EUA em África08/03/2012
Por Nilo Bowie:

Edward Bernays acreditava que a sociedade não pode ser confiável para tomar decisões racionais e informadas por conta própria, e que orientação da opinião pública era essencial numa sociedade democrática.
Não se esqueça de verificar nossa cobertura exclusiva de Kony a todo o caminho de volta em Outubro do ano passado.

Bernays fundou o Conselho de Relações Públicas e seu livro 1928, Propaganda cita a metodologia utilizada na aplicação da comunicação emocional eficaz. Ele descobriu que essa comunicação é capaz de manipular o inconsciente, em um esforço para produzir o efeito desejado - a saber, a capacidade de fabricar adesão social de massas em apoio aos produtos, candidatos políticos e movimentos sociais.

Quase um século depois de seu auge, a metodologia de Bernays é evidente em quase todas as formas de persuasão cívica e do consumidor. A plataforma de mídia social está sendo usada em novas formas inéditas, um exemplo é um novo documentário em linha sobre Resistência do Senhor Army (LRA), um extremista operacional grupo rebelde na África Central.
O documentário é inédito, não por seus atributos de ensino, mas por sua capacidade de usar a marca visual, merchandising e altamente potente comunicação emocional para influenciar o telespectador para apoiar as operações militares americanas no recurso rico da África Central, sob o pretexto de capturar o comandante do LRA, Joseph Kony.

Exército de Resistência do Senhor foi originalmente formada em 1987 no noroeste do Uganda por membros do grupo étnico acholi, que foram historicamente explorados como trabalhadores forçados pelos colonialistas britânicos e mais tarde relegado por grupos do país éticos dominantes se seguiram à independência. Juntamente com o Movimento Espírito Santo, o LRA representava o braço armado de uma facção da resistência com o objetivo de derrubar o governo do presidente de Uganda e atual aliado dos EUA militar, Yoweri Museveni.


O LRA foi originalmente formado para combater a marginalização ética, mas logo tornou-se dominado por Joseph Kony, um mensageiro auto-proclamado espiritual do Espírito Santo (Christian). Kony utilizou sua persona messiânica de liderar um movimento sincrético espiritual baseada em crenças tribais dos acholi e dogmas extremista cristão.

Alega-se que LRA procura estabelecer um Estado teocrático baseado nos Dez Mandamentos, no entanto a sua mitologia interior ideológica é amplamente desconhecido. Em um esforço para mobilizar uma resistência armada em grande escala, o LRA rotineiramente recrutado crianças-soldados e obrigou-os a cometer actos hediondos, como o canibalismo e mutilações nos outros que resistiram a aderir ao grupo rebelde durante a sua extensa campanha de 25 anos.

Kony 2012 é dirigido por Jason Russell e corre apenas 30 minutos, o vídeo recebeu mais de vinte milhões de visualizações no YouTube e Vimeo e é grupo de apoio nacional sobre Facebook se diz ganhar 4.000 membros a cada hora. O recurso altamente produzido é narrado da perspectiva de Russell e sua tentativa de explicar Exército de Resistência do Senhor para seu filho, Gavin.

O vídeo apresenta imagens da viagem de Russell de Uganda (antes de 2006, quando o LRA ainda estava operando na região) e introduz o espectador a Jacob, um menino ugandense que foi formalmente contratado pelo LRA como uma criança-soldado. Russell apresenta várias montagens de grupos de alunos eticamente diversos levantando os punhos no ar, ostentando Kony t-shirts, e cenas de comemoração de massa em resposta ao presidente Obama a assinatura do S. 1067: Exército de Resistência do Senhor Desarmamento e Norte do Uganda Recovery Act de 2009 .

O projecto permite que os EUA forças militares em Uganda, República Democrática do Congo, a República Central Africana e o sul do Sudão (no consentimento das nações) em busca de rebeldes do LRA.
[Nota do Editor: No ano passado, Obama autorizou o envio de alguns 100 forças de operações especiais em Uganda e nações vizinhas por força da legislação.]

O filme ainda defende a necessidade de apoio público para as operações militares dos Estados Unidos na região através de formas de activismo de rua, incentivando os telespectadores a comprar Kits de Acção ($ 30,00) e cartazes ($ 10,00) que caracterizam imagens de Joseph Kony.
Russell então metas específicas celebridades e políticos dos EUA e as pressões que eles endossam a campanha contra Kony. Talvez o mais absurdamente, Russell sugere que sem o apoio público de massa do público americano, os EUA iriam retirar a sua presença militar na região.




Esta é a campanha em grande escala primeiro a mobilizar mediaticas sociais ao apoio público agregado para o que seria controverso, a política dos EUA pró-intervenção estrangeira. A produção conta com muita carga e muitas vezes não relacionada a gatilhos emocionais, que em última análise, dependem do sentido de espectadores da compaixão em conjunto com a falta de informação prévia sobre o assunto para produzir um resultado desejado - explicitamente, a mitificação vilão de Kony e aceitação generalizada de presença dos EUA na África através de um arquipélago proposta do AFRICOM bases militares na região.

A produção tem como alvo uma faixa etária entre 13 e 21, e usa um nível de vocabulário académico apropriado para um público adulto jovem, com uma atenção limitada; o narrador em um ponto ainda insiste que a atenção do pagamento espectador. O espectador é incentivado a formar uma conexão emocional com Russell, como testemunhamos cenas independentes de nascimento de seu filho.

O espectador é, então, posteriormente, associado com o papel de Russell como uma educadora de seu filho, antes de passar a cenas de Russell alimentando a criança-soldado do Uganda, Jacob. Russell é mostrado profeticamente comprometendo-se a parar o LRA para o traumatizado e chorando o menino. O retrato íntimo de emoção nas cenas trabalhar para continuar a incitar uma resposta reacionária do espectador, para a conclusão predestinado sugerida na narrativa - uma mobilização em massa de apoio para os militares dos EUA em seus esforços para impedir fonte de Jacob do trauma. Bernays "seria fora de si.''

Kony 2012 é produzida como qualquer outra campanha de marketing elegante - em vez de estimular elementos de auto-satisfação como anunciantes faria para promover um produto, intervenção militar dos EUA se justifica para acabar com uma catástrofe humanitária atroz. O filme também toca em um tema subjacente do fardo do homem branco, uma noção que as pessoas de ascendência europeia herdarem uma qualidade de culpa para a inclinação dos seus antepassados ​​da escravidão e do colonialismo, exigindo uma resposta activista para finalmente corrigir a situação de "salvar a África."

Durante a guerra civil na Nigéria de 1967, meios de comunicação ocidentais utilizado com sucesso imagens de crianças famintas, pela primeira vez para reforçar o apoio público para a ajuda militar à República separatista de Biafra antes que as forças rebeldes foram derrotados. Este filme tenta supostamente de "mudar a conversação da nossa cultura", no entanto, continua a ser uma reforma altamente sofisticada de propaganda pró-militar política intervencionista estrangeiro, dependente de mensagens subliminares perigosas.

Além disso, o filme foi produzido por uma organização chamada Invisible Children, Inc., que têm sido criticados pelo Better Business Bureau para se recusar a fornecer as informações necessárias na avaliação da Mesa de padrões. Crianças Invisíveis, Inc. não revelou uma lista de patrocinadores (além das doações de estudantes americanos de ensino médio), e também ganharam uma nota baixa na prestação de contas da Charity Navigator porque eles não vão deixar as suas finanças se de uma auditoria independente.
Em uma declaração 2011 financeira, a organização revelou que apenas 31% de todos os fundos que recebem são usados ​​para fins de caridade, com a maioria alocado para despesas de viagem e os salários dos funcionários. Crianças Invisíveis tem também sido acusadas de fraude e manipulação do eleitor em um concurso de caridade recente patrocinado pelo Chase Bank e Facebook. O grupo de Co-Fundador e Presidente, Laren Poole dirigiu-se ao Tribunal Penal Internacional em 2009 ao lado de Aryeh Neier, presidente pró-guerra de George Soros 'Open Society Institute.


Crianças Invisíveis tem uma parceria com duas outras organizações, Resolver e Digitaria, para criar o LRA Crise Tracker, uma plataforma de crise mapeamento digital que as transmissões de ataques alegadamente cometidos pelo LRA. Em sua lista de patrocinadores corporativos, Resolver listas Human Rights Watch e do International Rescue Committee. Site Digitaria orgulha-se de clientes comerciais, como a CBS, FOX, MTV, ESPN, Adidas, NFL, Qualcomm, NBC, National Geographic, Hasbro e Warner Brothers.

Enquanto Kony 2012 com suas tentativas de retratarem-se como uma vertente indígena activista do movimento em trazer justiça para as crianças africanas, sua organização-mãe é afiliada com o escalão superior da mídia corporativa americana e uma rede de base financiados pela pró-guerra grupos da sociedade civil com uma longa história de fomentar a pró-EUA mudança de regime sob a bandeira da criação de instituições democráticas.
De acordo com Rastreador Crianças Invisíveis próprios Crise LRA, nem um único caso de actividade LRA tem sido relatada em Uganda desde 2006. O site registra noventa e oito mortes no ano passado, com a grande maioria ocorre na região nordeste Bangadi da República Democrática do Congo, um tri-fronteira território compartilhamento de extensão com a Central Africano República e o Sul do Sudão.

Desde dezembro de 2009, a região leste de Djemah CAR viu LRA atividade ocasional, a região Tambura ocidental do Sudão do Sul tem experimentado muito menos. O LRA está em operação há mais de duas décadas, e actualmente permanece em um estado extremamente debilitado, com cerca de 400 soldados. Devido à extrema instabilidade no norte da RDC, após décadas de insurgência de rebeldes ruandeses e / Uganda incursões militares na nação, continua a ser altamente improvável que os casos de violência na região podem ser suficientemente investigada antes de concluir envolvimento LRA.

O paradeiro de Joseph Kony são completamente desconhecidos, ele foi visto pela última vez no cruzamento entre o Sudão e o CAR em 2010, de acordo com relatos não confirmados. Os militares dos EUA actualmente tem cem policiais militares treinandos e supervisionando os militares de Uganda, em anti-LRA operações. Devido à ausência completa de actividade LRA no Uganda, torna-se viável que os EUA podem estar planejando outras operações em que os ricos recursos da RDC. Mais de seis milhões de cidadãos congoleses foram mortos na guerra desde 1996, em grande parte com a cumplicidade dos EUA.

Os regimes de Paul Kagame do Ruanda e Yoweri Museveni do Uganda têm ambos que receberam milhões em ajuda militar dos Estados Unidos. Desde o fracasso abominável da intervenção dos EUA 1993 na Somália, os EUA apoiaram-se nas forças armadas de Ruanda, Uganda e Etiópia para realizar os interesses dos EUA em proximidade.
Paul Kagame do Ruanda foi dado o reino livre de os EUA para conduzir operações militares dentro da RDC no conflito em curso étnica nessa região após o genocídio de Ruanda de 1994. Para Uganda participação na luta contra a Al Shabaab da Somália, Museveni recebe R $ 45 milhões de dólares em ajuda militar. Os EUA tem contribuído enormes somas de dinheiro para essas nações e agora está começando a consolidar a sua presença na região sob Barack Obama e AFRICOM, o Comando Africano dos Estados Unidos.

O LRA tem contribuído para menos de cem mortes não verificadas nos últimos doze meses. Considerando que os Estados Unidos ignoraram completamente os eventos na RDC e Ruanda que, colectivamente, resultou em quase sete milhões de mortes, a sua participação contra o Exército de Resistência do Senhor doente é completamente absurdo, por comparação.

Através AFRICOM, os Estados Unidos estão buscando uma posição no recurso incrivelmente rico bloco central Africano em uma manobra mais agregada a hegemonia regional sobre a China. RDC é uma das maiores regiões do mundo sem um governo que funcione com eficácia. Ele contém vastos depósitos de diamantes, cobalto, cobre, urânio, magnésio e zinco, enquanto a produção de mais de US $ 1 bilhão em ouro a cada ano. É inteiramente possível que os EUA podem aumentar consideravelmente a sua presença na RDC sob o pretexto de capturar Joseph Kony.

Os EUA podem continuar a mobilização de forças terrestres, além de o uso de drones predador e ataques com mísseis dirigidos, inevitavelmente matando civis. Em uma conferência de imprensa no Comité de Serviços Armados da Câmara em 13 de março de 2008, AFRICOM comandante, o general William Ward afirmou que o AFRICOM irá ampliar sua presença regional por "operando sob o princípio objectivo de teatro para combater o terrorismo".

Durante uma conferência AFRICOM realizada em Fort McNair em 18 de fevereiro de 2008, o vice-almirante Robert T. Moeller declarou abertamente princípio orientador AFRICOM como proteger "o livre fluxo dos recursos naturais da África para o mercado global", antes de citar a presença crescente da China na região como desafio para crimes americanos sobre interesses do Exército de Resistência do Senhor foram documentados no passado e são acções realmente desprezíveis.

Actualmente, as operações do LRA têm quase dissolvido e sua presença na República Democrática do Congo é difícil de verificar. Enquanto os cineastas por trás de guerra pró-Kony 2012 ingenuamente chamam para os militares dos EUA a afirmar o seu lugar no conflito, um fato independente encontrar missão seria muito mais eficaz na avaliação da gravidade da ameaça LRA nos dias de hoje.

Links: http://news.ninemsn.com.au/article.aspx%...YyjVClfPiQ
http://www.govtrack.us/congress/bill.xpd?bill=s111-1067
http://www.bbb.org/charity-reviews/natio...gec1QUOmaQ
http://www.huffingtonpost.com/2010/01/22...BcsvP-2lEQ
http://www.internationalcriminaljustice....S55AjqyaGA
http://theresolve.org/our-partners&usg=A...XeM2K0LJQw
http://www.digitaria.com/our-work/all-cl...iHNRWyGrLg
http://www.lracrisistracker.com/sites/de...ALpNxthQRw
http://www.infowars.com/africa-open-for-...ZFzpNw-n6w
http://ushahidi.universaljurisdiction.or...VWcJ4Ced4w
http://www.youtube.com/watch?feature=pla...LV9szEu9Ag
http://www.infowars.com/africa-open-for-...ZFzpNw-n6w
http://www.lracrisistracker.com/&usg=ALk...gxeJOuB_6Q
http://nilebowie.blogspot.com/&usg=ALkJr...CZvxhMI4Lw

Triste...Com tudo isto é mais uma maneira de destruirem o continente Africano pouco a pouco. Este mundo já deu o que tinha a dar...!!!
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´´Conhece a verdade e ela te libertará´´ Jesus Cristo

Thursday, March 22, 2012

Do fundamentalismo ao liberalismo sem nunca ter passado pela reforma – ou, para onde caminha a igreja brasileira?

Do fundamentalismo ao liberalismo sem nunca ter passado pela reforma – ou, para onde caminha a igreja brasileira?



Por Franklin Ferreira

Espanta-me nos debates teológicos recentes a falta de referência à Escritura. Alguns escritores propõem revisões radicais e na maioria das vezes uma ruptura com a tradição cristã na doutrina de Deus e da salvação sem a menor preocupação em remeter seus leitores (ou, pelo menos, suas tribos ou guetos) para a Escritura – que pelo menos em anos recentes era tomada como a incondicional Palavra de Deus por aqueles que se identificavam como cristãos. Mesmo em debates básicos, como sobre aspectos da ética cristã, são pautados não mais pela Escritura, mas pela mera opinião pessoal ou, no melhor espírito de manada, por seguir cegamente a opinião do líder. Vai-se assumindo que a Escritura pode até ser um livro importante, uma coletânea de bons conselhos, ou mesmo que contenha uma mensagem vagamente piedosa em meio a histórias de guerras, traições e matanças, mas que, finalmente, por meio de nossa razão ou intuição podemos alcançar e descobrir a Deus acima e além da Escritura.

Isto não é novo. É o mesmo esforço religioso e idolátrico presente na construção da torre de Babel. E o relato bíblico é claro: Deus despreza a ação religiosa, bagunçando-a e repelindo-a, posto ela ser somente isto, esforço e idolatria. Mas, para os cristãos, quando as Escrituras falam, é Deus mesmo quem fala, e fala a nós. Deus dixit! Dominus dixit! E nas Escrituras aprendemos que, do começo ao fim, é o Senhor Deus todo poderoso quem busca os seus, por pura misericórdia, em Cristo Jesus.

Outrora, os fundamentalistas usavam a Escritura como texto-prova (dicta probantia). Podiam praticar uma hermenêutica literalista ou ingênua, no entanto havia uma genuína preocupação em citar o texto bíblico, de remeter seus ensinos para a Escritura. Hoje, nem isto. De um lado, a invasão dos métodos críticos na interpretação da Escritura supostamente tornou sem razão afirmar algo a partir das Escrituras, já que esta, para muitos dos que seguem tais metodologias, não é mais inspirada, mas mero produto humano. Do outro lado, as supostas novas revelações ligadas aos bispos e apóstolos neo-pentecostais tornaram a Escritura um mero acessório em suas comunidades. Por isto, no âmbito eclesiástico, basta unir alguns chavões piedosos à linguagem religiosa, e qualquer ideia passará facilmente por “cristã”. E os fiéis a seguem, sem nem mesmo se preocuparem em examinar “as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). A nobreza foi perdida. Por isso, o que se tem é o ressurgimento do velho gnosticismo, mais uma vez tentando se parecer com o cristianismo. Mas gnosticismo não é cristianismo.

Na medida em que importantes segmentos da igreja brasileira loucamente tentam colocar de lado o “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível” (1Tm 6.15-16), uma nova casta sacerdotal vai surgindo, com seus apóstolos e bispos endinheirados, e com certos eruditos que constantemente precisam apelar à falácia do argumento magister dixit, enquanto se agarraram às teorias críticas do século XIX como se fossem a última moda teológica, todos igualmente caricatos e bufões. E vive-se o absurdo onde abandonar a Escritura, desprezar a igreja, transformar Jesus num curandeiro ou mestre inofensivo é ser de vanguarda, mas qualquer crítica feita a esta nova classe sacerdotal, grandemente responsável por esta doença, equivale à blasfêmia, atraindo a ira e a revolta de seus cegos seguidores, que se juntam em correntes de ódio.

E nisto novas ideias tentam tomar o lugar da reta doutrina, do puro evangelho – pode ser o pelagianismo, a mensagem da prosperidade, o teísmo aberto ou o marxismo cultural, que tomou de assalto todas as esferas da sociedade, que anseia por inaugurar um suposto milênio na terra, a utopia totalitária do “outro mundo possível”. Tristemente, alguns cometem a alucinada infâmia de tentar misturar a absoluta Palavra de Deus em Jesus Cristo com uma ideologia corrupta e corruptora, o sistema de ideias mais assassino da história. Em sua loucura, todos estes pervertem a mensagem cristã, seguindo não mais o Evangelho, mas correndo atrás de outro tipo de anúncio (ἕτερον εὐαγγέλιον), mera perversão ou caricatura, não mais a boa nova da salvação de Deus em Cristo, que justifica, redime, reconcilia e adota ímpios pela fé somente, regenerando-os por meio da obra do Espírito Santo. A mensagem para estes que abandonaram a pura Palavra de Deus é: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja maldito. Conforme disse antes, digo outra vez agora: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja maldito” (Gl 1.8-9).

Tristemente, o veredito de Bonhoeffer sobre o cristianismo nos Estados Unidos do fim da década de 1930 descreve com exatidão os evangélicos no Brasil:
“Deus não concedeu ao cristianismo americano nenhuma reforma. Ele lhe concedeu vigorosos pregadores reavivalistas, pastores e teólogos, mas nenhuma reforma da igreja de Jesus Cristo por meio da Palavra de Deus. Qualquer coisa das igrejas da Reforma que chegou à América ou está em exclusão consciente e afastada da vida geral da igreja ou foi vítima do protestantismo sem reforma… A teologia americana e a igreja americana como um todo nunca foram capazes de compreender o significado da ‘censura’ pela Palavra de Deus e tudo o que isso significa. Do primeiro ao último, eles não entendem que a ‘censura’ de Deus toca até mesmo a religião, o cristianismo da igreja e a santificação dos cristãos, bem como que Deus fundou sua igreja para além da religião e para além da moralidade. Um sintoma disso é a adesão geral à teologia natural. Na teologia americana, o cristianismo ainda é essencialmente religião e moralidade. Por causa disso, a pessoa e a obra de Cristo, na teologia, vão permanecer em segundo plano e, por longo tempo, ficar incompreendidas, porque não são reconhecidas como o único fundamento do julgamento e do perdão radical. A principal tarefa na atualidade é o diálogo entre o protestantismo sem reforma e as igrejas da reforma.” [Dietrich Bonhoeffer, “Protestantism without the Reformation”, em Edwin H. Robertson (org.), No Rusty Swords: Letters, Lectures and Notes, 1928-1936 (Londres: Collins, 1965), p. 92-118.]
A crítica deste mártir sobre o cristianismo nos Estados Unidos está essencialmente correta, e se aplica integralmente a nós, hoje, no Brasil. Em resumo, para grande parte dos evangélicos brasileiros, o cristianismo é essencialmente sobre o que se faz para Deus. E é justamente neste ponto que rompemos totalmente com a fé bíblica redescoberta na Reforma, pois esta enfatiza e ensina somente o que Deus faz por nós por meio do Cristo crucificado, dando prioridade à graça livre e soberana, agindo em meio ao nosso pecado, vício e escravidão existencial, redimindo-nos e tornando-nos novas criaturas. A mensagem do evangelho não é um recurso para melhorar nossa autoestima ou para nos ajudar a ascender socialmente, ou fazer a igreja crescer em cinco passos ou qualquer outra coisa deste gênero; é sobre ouvir e crer na mensagem revelada na Escritura sobre a graça de Deus em Cristo crucificado; é sobre nossa morte e ressurreição, nossa morte e ressurreição diária, enquanto aguardamos novos céus e nova terra.
***
Franklin Ferreira, professor, mestre em teologia, escritor e membro do conselho editorial da Revista Teologia Brasileira.

O Sagrado e o Profano na Terra da Paródia

O sagrado e o profano na terra da paródia

Por Joêzer Mendonça

Na década de 1960, Paul van Buren e A. T. Robinson notaram que “a religião estava fazendo concessões aos titãs da cultura secular” e, na sua luta para escapar da obsolescência, estava se tornando mais semelhante à sociedade em geral.
O neopentecostalismo surge num momento em que as fronteiras entre sagrado e secular estão cada vez mais diluídas. No esforço eclesiástico de dar sentido ao conteúdo bíblico para as novas gerações, os tradicionais limites que separavam a igreja de um modelo cultural secular foram progressivamente apagados, levando a um processo de nivelamento entre o sagrado e o secular.

As igrejas cristãs contemporâneas reforçam a prática de sacralizar o profano, o que é visto em eventos como o “Carnaval de Jesus”, a “balada gospel” ou a “rave gospel”. O sociólogo da PUC-Campinas, Luiz Roberto Benedetti, entende que essa postura das igrejas revela que “há, aqui, mais do que transposição, um nivelamento entre sagrado e profano” (As Religiões no Brasil, p. 132).

Em seu trabalho de reforma espiritual da sociedade, vemos as igrejas atuais cada vez mais afeitas à mimetização de eventos musicais seculares. Muitas vezes, elas acabam assimilando o mesmo efeito de tantos espetáculos de entretenimento: muita música, muito som alto, muito marketing, muita diversão.

As cidades recebem apenas o impacto de multidões, movendo-se de um logradouro público a outro, de uma inauguração de igreja a outra, de um show a outro show. Levados à igreja supostamente pela música, os novos conversos são deixados à margem do estudo da Bíblia e sobrevivem espiritualmente pela graça de Deus e pelo poder dos chavões de cura, unção e prosperidade.

No entanto, vejo que, apesar da sinceridade que possa existir, muito músico intitulado levita tem brincado perigosamente na fronteira entre sagrado e profano. Essa fronteira é distinta daquela entre secular e sacro. O secular pode manifestar valores cristãos implícitos. O profano revela-se abertamente anticristão.

Veja o que diz a letra de “Ofertório”, de Adriano Gospel Funk:
Tem ofertante dizimista aqui? / Se tem, dá um grito
Tem mão de onça? / Se tem, vai ser queimado agora
Mano para de “caô” e deixa de ser enrolão
Se você não é dizimista “pode crer” tu é ladrão

A canção “Ofertório” apresenta características ligadas ao funk carioca, como humor descontraído, linguagem coloquial, tratamento irreverente de temas mais sóbrios e estrutura rítmica dançante. Em contraste com a seriedade e a solenidade que marcam as composições feitas para o tradicional recolhimento de dízimos e ofertas nas igrejas protestantes históricas, essa canção denota uma ambiguidade que apaga a seriedade da mensagem, já que seu teor humorístico confunde os limites tradicionais entre sacro e secular, a ponto de não ser possível definir imediatamente se a canção pretende incentivar ou satirizar a doutrina.

No mesmo espírito, o hit “Créu” foi adaptado para “Céu”. É como se batizassem a canção original e agora ela fosse capaz de emitir significados altamente espirituais e cristãos. Mesmo quem não pertence oficialmente a uma igreja, se permite fazer uma paródia gospel de sucessos seculares.

Não culpem os satiristas. Quem começou com isso foram os próprios evangélicos.
O hit do momento “Ai, se eu te pego” tem agora uma versão gospel chamada “Deus, eu te quero”. O compositor de tal paródia vai dizer que esta é uma forma de chamar atenção para o evangelho, mas muitos cristãos dirão que tal versão é mais um episódio do infindável catálogo de vexame gospel. E mesmo quem não crê no evangelho dirá que se trata de mais uma performance típica de um evangelicalismo intelectualmente decadente.
E ainda tem gente que acha que não importa como a mensagem seja pregada, o importante é pregar a mensagem! Pobre de nosso evangelismo que perdeu até os bons modos.
***
Joêzer Mendonça é músico e doutorando em musicologia na Unesp. É autor do blog Nota na Pauta. Divulgação: Púlpito Cristão.

Tuesday, March 6, 2012

O Problema é a Bíblia que atrapalha

O Problema é a Bíblia que atrapalhaPor Jofre Garcia

A caminhada cristã é feita na estrada dos absolutos.
Por esta razão os profetas bradaram sua voz contra poderosos reis, sistemas religiosos corruptos e a própria cultura adoecida de suas gerações. O elemento solidificador de sua mensagem era a inspiração divina, que com severidade ecoava: “Assim diz o Senhor”.
Reformas como a do tempo de Josias (2ª Crônicas 34.1-35.19), e os reformadores como Esdras e Neemias, tiveram como coluna mestra e rocha de construção a comunicação divina através da Palavra de Deus. Em nenhum desses momentos de tensa dramaticidade para o povo de Judá foram-lhes oferecidas “revelações” atípicas, rituais estranhos, subterfúgios místicos ou transes embriagantes, mas, o modificador da vida e das diárias do povo era a Palavra Absoluta de Deus.

A vida e obra do Messias foram respaldadas por cerca 300 profecias a seu respeito e todas se cumpriram cabalmente. O Mestre co-relatava suas ações com o que estava estabelecido nas Escrituras. Algumas de suas afirmações acerca delas foram: que não podem falhar (João 10.35); erravam por não a conhecerem, nem o poder de Deus (Mateus 22.29); que os acontecimentos em torno do seu ser e sua história era para o seu cumprimento (Mateus 26.54,56); que ela dava testemunho sobre Ele, Jesus (João 5.39); que elas eram suficientes para o conhecimento da salvação (Lucas 16.29-31) e que era a verdade (João 17.17).

O caminhar dos apóstolos e discípulos na implantação da Igreja de Cristo teve sempre como patamar a proclamação da Palavra de Deus. O Senhor comissionou-os a ensiná-la (Mateus 28.20). Felipe anunciava Jesus através dela (Atos 8.35). Paulo testificou sua inspiração e fidelidade (2ª Timóteo 3.16). Para Pedro – concordando com Salmos 119.105 – era como uma candeia a iluminar em lugar escuro, e jamais podia ser particularizada por indivíduos para os seus próprios desejos (2ª Pedro 1.19-21). Pedro, também tinha plena consciência de sua eternidade (1ª Pedro 1.24,25). O escritor de Hebreus a identifica como viva, eficaz e espada de dois gumes com uma ação imanentemente transcendente em toda criação (Hebreus 4.12).

A Reforma Protestante foi um movimento de retorno ao estudo, ensino da Bíblia na prática de vida da Igreja. Nada foi tão poderoso para abalar as estruturas de poder de uma religião perdida e corrompida do que a argumentação de que a Bíblia, somente a Bíblia é a única regra de fé e prática (Sola Escriptura).
Como podemos perceber os avivamentos na história da Igreja é uma seqüência de retornos a obediência ás Escritura Sagradas.

Para os protestantes, os “crentes”, a Bíblia está acima qualquer outra revelação, tradição ou concílio. Aliás, qualquer sonho, qualquer profecia, qualquer movimento, qualquer avivamento, qualquer prática, qualquer ensino tem que se coadunar com a Palavra, de outra forma seja anátema, ainda que seja um anjo a bradar. (Gálatas 1.8)
Eu pensava que era assim!

Visite uma “igreja” em qualquer dia, qualquer “culto”. Principalmente aquelas dos novos movimentos, dos “moveres”, dos “mistérios”, as neo-pentencostais e você testemunhará o absoluto da Palavra de Deus, a Bíblia, ser descaradamente colocada em segundo plano, esquecida, relegada, ou ainda pior, distorcida e aviltada.
Adivinhações, “visões”, profecias antropocêntricas, mensagens de auto-ajuda, metralhadoras para matar o capeta, gente rodando como carrapetas sem razão, disparate de falação em línguas e promessas de vitórias subjetivas e sofismadas que não se concretizam. Some-se a isso a música sendo usada como um mantra hipnotizante que induz os participantes a gestualidades assustadoras e paranóicas.
Meu Deus! Meu Deus!
Que “igreja” é essa?

Em que parte não entenderam: “ ordem e decência”?
Em que lugar foi perdido a cristocentricidade do Culto?
Em que lugar aprenderam que o Pai, o Filho e o Espírito vivem a nos servir como garçons celestiais a nos fornecer como marmitas as “bençãos”, que nada são a não ser desejos mesquinhos de vil metal e de pisar, humilhar e derrotar quem por alguma razão nos ofendeu?
Cansei de ver pregadores que nem sequer a Bíblia consultava para suas prédicas. Ficava deveras confuso com essa anti-prática cristã, até que compreendi o problema da Bíblia, é que ela, nesses casos, só atrapalha.

Em Cristo, a Palavra da Verdade.
***
Direto do blog Auxílio do Alto, Via Arte de Chocar. Divulgação: Púlpito Cristão

Português falado no Brasil é a melhor língua - Brazilian Portuguese is the Best Language


Português falado no Brasil é a melhor língua
 

Saturday, February 18, 2012

Nos bastidores de uma igreja herege

Nos bastidores de uma igreja herege


Muito se fala sobre os pastores hereges. Mas o que pouco se fala é o que acontece com os membros das igrejas dos pastores hereges. Você já parou para pensar de que modo frequentar uma igreja em que os pastores pregam Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Teologia Liberal, Ética Transacional Ascendente, Universalismo, Teísmo Aberto e outras heresias que estão na moda no século 21 pode afetar alguém? Um episódio ocorrido recentemente com uma pessoa conhecida minha revela de forma bastante prática o que pode se suceder a um ser humano que tem como seu líder espiritual alguém que se desviou da sã doutrina e, consequentemente, dos caminhos do Senhor.
No caso, tratava-se de uma jovem, que frequentava a igreja de um dos pastores mais conhecidos do país, que durante muitos anos foi extremamente bíblico, mas que de uns tempos para cá começou a criar umas teologias e a confessar umas crenças tão bizarras que chegou a ser demitido de uma revista onde tinha uma coluna há anos, perdeu montes de membros e caiu no descrédito entre os setores mais sérios da Igreja. Como ele mesmo se intitulou, é o “herege da vez”. Criou uma filosofia esdrúxula, chamada Teologia Relacional, que defende que Deus abriu mão do controle absoluto sobre o mundo e, portanto, as tragédias que ocorrem não estariam sob sua soberania. Em outras palavras, esse pastor, que parece ler mais Vinícius de Moraes do que a Bíblia, roubou do Criador do universo a sua soberania e sua onipotência. E, com isso, tornou-se um heresiarca.
Pois bem, essa minha pessoa amiga (a quem vou chamar de Sílvia para preservar sua identidade) frequentou alguns anos atrás a igreja desse pastor, em São Paulo, na época em que ele ainda seguia a Bíblia. Mudou-se de cidade e passou a frequentar outra igreja. Recentemente conheceu por acaso alguém que era seguidora desse pastor que se tornou herege – a quem chamaremos de Luciana, um nome fictício. Se conheceram num restaurante, apresentadas por amigos, mas Sílvia logo ficou chocada, pois a “cristã” Luciana “estava falando uma dúzia de palavrões e falando de encher a cara”, como me relatou.
Começaram a conversar, descobriram vários conhecidos em comum e, na volta pra casa, pegaram o mesmo transporte público. Sílvia estava interessada em fazer amizade com Luciana, afinal, como me contou, “ela era a pessoa que mais tinha chance ali naquele meio de ter alguma coisa em comum comigo!”. Foi quando ela fez uma única pergunta que, relatou-me, “desencadeou um discurso todo que me fez muito mal”. Ela simplesmente perguntou se Luciana costumava ir todos os domingos à igreja do tal pastor. A resposta dela foi:
“Não muito… prefiro ir aos cultos durante a semana. Não gosto muito do culto de domingo, sabe? Aquela coisa toda no final da mensagem, aquele apelo… acho nada a ver!! Prefiro ouvir a mensagem do Pastor Fulano pela internet. Aí já não vem com aquela parte do apelo e tals, só a mensagem mesmo!”. Bom, até aí podemos dizer que o dano era leve. Essa jovem simplesmente não gostava de participar dos cultos, preferia só ouvir as mensagens. Errado, mas não chega a mandar ninguém para o inferno.
Só que aí Luciana disparou a pérola: “Ouvi uma vez um pastor dizendo que se não andamos exatamente do jeito como Cristo quer estamos a caminho das trevas. Muito radical isso!! Até acho que quando a gente faz uma coisa errada ali ou aqui nós estamos mais sujeitos a errar mais, mas isso não quer dizer que vou ser condenado por isso, não é!?”
As palavras de Silvia diante disso, conforme me disse, foram: “Eu não sabia nem o que responder. Entrei em estado de choque. Comecei a me desesperar e pensei comigo mesma: ‘meu Deus, como eu posso ajudar essa pessoa?!’”. Só que a coisa não parou por aí. A discípula do herege continuou: “É por isso que eu gosto da igreja X. Eu vou pra lá e ninguém me cobra nada. É uma igreja que não faz a gente se sentir culpado, sabe? Eu gosto de coisa mais racional, acho que quando começa a entrar demais no lado emotivo da coisa já não fica legal. Meu namorado, por outro lado, gosta dessa coisa mais emotiva, fervorosa. Ele gosta da igreja Y… Cada um tem seu gosto, né?’
Silvia me disse que sentiu uma dor profunda no coração. Ela percebeu que aquela jovem via igreja como uma mercadoria. Continuou me contando: “Eu estava ali, diante de uma alma que se acha salva, mas completamente perdida no mundo” e ficou pensando no quanto a Igreja de Cristo carece de bons líderes que venham discipular seus fiéis, que venham a alertá-los sobre os males da vida e de como devemos lidar com o mal que vive em nós.
“Me frustrei muito por saber que ela é uma ovelha de uma igreja à qual já pertenci. Sei que o Pastor Fulano tem se perdido muito, pregando heresias e queimando o seu filme não só com pessoas que o admiravam, mas principalmente com Deus!” E então soltou a frase que eu achei emblemática: “Ele era um gênio que se perdeu na sua inteligência”.
Foi quando me relatou que esse tal pastor, que tem atualmente mais de 26 mil seguidores no twitter (o que penso ser uma influência extremamente temerária), sempre teve uma tendência a entrar em méritos mais filosóficos na Bíblia. “Lembro que suas pregações eram longas. Conseguia extrair de um versículo só coisas que nunca teriam passado pela minha cabeça. Na época em que frequentávamos a igreja que ele lidera, eu apreciava muito a sua pregação. Eu tinha apenas 11 anos, mas gostava de ouvi-lo pregar”.
Foi quando Silvia, em suas reflexões comigo, fez a pergunta que, em minha opinião, resume tudo: “Fiquei pensando: quantos pastores como ele têm deixado de pregar coisas que realmente façam um efeito bom em nossas vidas?”. Ah, Silvia, eis a questão! Esse é o grande mal de frequentar ou dar ouvidos a um pastor que fala de amor, de poesia, de coisas lindas… mas prega heresias. O que, aliás, os espíritas também fazem. Ou os budistas. Ou os hindus. O grande mal é que o efeito de suas pregações no sentido de nos aproximar do Cristo da Bíblia é nulo. Nos aproximam de um cristo. Mas que não é o da Bíblia. É um ídolo de gesso, poético e bondoso, mas sem vida e sem capacidade de conceder vida eterna.
Sílvia terminou seu relato com um lamento. “Ouvir de alguém que ‘gosta de frequentar tal igreja porque ali ela não se sente culpada’ foi muito triste”. Mas há uma explicação para isso, Silvia: naquela igreja não se prega o Evangelho de Jesus Cristo. Pois a verdadeira mensagem da Cruz conduz o pecador ao arrependimento. Que faz sim quem cometeu um delito desenvolver um sentimento de culpa que só pode ser apagado mediante a graça de Deus e o verdadeiro arrependimento. Mas em algumas igrejas só se prega amor… ou prosperidade… ou qualquer outra coisa que não conduza o pecador a se arrepender de sua miséria. O destino eterno dos tais certamente não é ao lado do Senhor – e quem diz isso não sou eu, é a Bíblia.
Silvia ainda tentou falar para a jovem sobre a igreja que frequentou por seis anos após deixar a membresia do pastor que virou herege, igreja essa onde há ênfase no estudo da Palavra. Disse a Luciana como fazer parte daquela família de fé nos cultos, mas também participando do ministério, servindo a Deus, a transformou. “Mas ela não deu a mínima….soltou um ‘ahn..legal!’”. Meu irmão, minha irmã, isso é o que ocorre se você frequenta uma igreja onde o que é pregado é Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, Mamom, Gandhi, Platão, Sócrates, Descartes ou qualquer outro que não o Nosso Senhor e Salvador Todo-Poderoso Jesus Cristo: Ahn…legal. E só.
Terminei de ouvir o relato de Silvia triste. Muitas vezes somos criticados por criticar esses homens e essas mulheres que lideram centenas, que transmitem suas filosofias lindas mas apócrifas para milhares de seguidores nas redes sociais, para milhares de telespectadores na TV ou pela rádio, ou que simplesmente sobem num púlpito para disseminar fogo estranho. Mas é quando ouvimos um relato desses que ganhamos ímpeto de escrever mais um post no blog, publicar mais um livro que ensine a sã doutrina, pregar com mais ênfase sobre as verdades do Reino de Deus, dar aulas mais profundas sobre a fé. Pois dói. Dói ver gente ser enganada e pessimamente discipulada. Sílvia terminou seu relato compartilhando minha dor: “Parece que dói mais saber de pessoas assim do que aquelas que refutam Cristo como Salvador. Perdidos que se acham salvos..”.
É isso: nos bastidores de uma igreja herege, onde “ninguém cobra nada, que não faz a gente se sentir culpado”, você vai encontrar legiões e mais legiões de perdidos que se acham salvos. E aí, no dia em que chegarem diante do trono do Rei dos Reis para prestar contas, creio que, por terem seguido um falso cristo, ouvirão: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade, pois nunca vos conheci”. E o que elas saberão responder será apenas: “Ahn…legal”.
Paz a todos vocês que estão em Cristo
***
Maurício Zágari é jornalista, escritor e editor do blog Apenas.

Monday, February 6, 2012

Igreja sem Nome, Denominação, Pastor ou Dízimo

Igreja sem nome, denominação, pastor ou dízimo faz sucesso em “território” de Padre Cícero
Postado em Igrejas às 08:39

A religião continua atraindo milhares de fiéis e, ao mesmo tempo, algumas pessoas se decepcionam com seus pastores ou padres. É o caso da religião sem nome, sem igreja, sem padres e pastores e que tem como único líder Jesus Cristo, que foi criada no Crato, no ano passado. Este ano, a comunidade religiosa sem nome celebrou o Natal distribuindo CDs com o Novo e o Velho Testamentos. Os 48 CDs com o texto bíblico foram gravados por José Jesus de Almeida, integrante da nova comunidade evangélica, durante mais de 1 mil horas de trabalho. Ele passou um ano acordando às 3 horas da madrugada para fazer a gravação. Durante a semana passada, os CDs foram distribuídos na feira livre do Crato.
Alguns feirantes estranharam o presente, dizendo que “hoje em dia ninguém dá ou oferece nada de graça”. O vendedor de feijão, José Batista do Nascimento, aceitou o presente, quando Almeida garantiu que o CD era grátis.

Dificuldade
O mais complicado, segundo afirma, foi conseguir uma Bíblia com os direitos autorais liberados. As igrejas Católica e Evangélicas, segundo Almeida, não permitiram a gravação dos textos bíblicos, sob alegação de que de que existiam contratos com outras gravadoras. Mesmo assim, o radialista não desistiu. Conseguiu uma Bíblia traduzida para o português pelo padre João Ferreira de Almeida, em 1819. A partir de então, se enfurnou dentro de um estúdio para iniciar a gravação.
O objetivo do trabalho evangélico não é conseguir adeptos, reunir pessoas dentro de um templo. A finalidade, de acordo com Almeida, é doutrinar, convencer as pessoas de que cada um pode demonstrar o seu amor a Cristo sem intermediários, sem um local estabelecido para suas orações e reflexões.
Almeida lembra o livro “A Igreja de Casa em Casa”, escrito pelo autor evangélico Luciano Silva. A publicação destaca que, durante seus primeiros 300 anos de existência, a igreja utilizou as casas dos discípulos para se reunir como a família de Deus. Durante seu ministério, Jesus também usou casas como base de trabalho, visitando aqueles que ele queria ensinar e repassar seu exemplo de vida.

Missão
“Para sermos verdadeiramente ´igreja´, o povo de Jesus, não é necessário nos preocuparmos em construir prédios próprios, impondo uma carga financeira pesada sobre os seguidores de Cristo. A missão pode ser cumprida onde as pessoas estão: em suas casas”, orienta ele.
“De Casa em Casa” foi escrito para instigar o leitor a participar ativamente do reino de Deus e promover o crescimento da igreja, encorajando-o a fazer discípulos de Jesus e a plantar a semente do Evangelho em locais que ainda não foram alcançados pela mensagem salvadora da cruz.
Luciano Silva esclarece que a crítica não é ao clero enquanto instituição. “As pessoas que têm cargos de ministros e pastores são, em sua maioria, pessoas admiráveis. Amam a Deus e se comprazem em servir ao Senhor e seu povo. Geralmente são sinceros, amorosos, inteligentes, altruístas, e longânimes”, esclarece o autor.
“Do mesmo modo que os advogados protegem e interpretam a lei, e os médicos protegem e administram remédio, o clérigo protege, interpreta e administra a palavra de Deus”, compara o autor, destacando que como outra profissão qualquer, o clero estabelece padrões de conduta acerca de como seus membros devem se vestir, falar e agir, no serviço ou ainda fora do serviço.
A igreja criada na cidade do Crato, de acordo com o radialista, “é a restauração do antigo cristianismo, quando os seguidores de Jesus pregavam de casa em casa e exerciam a verdadeira partilha, a solidariedade, principalmente, para com os mais pobres, abandonados, que nunca, por exemplo, comemoraram o seu próprio aniversário”.

Dízimo
Os integrantes da igreja sem nome não cobram dízimos. Ao contrário, tiram dinheiro do seu próprio bolso para ajudar pessoas pobres e abandonadas. Mendigos, alcoólatras, desempregados, ou pessoas com deficiência mental são retirados das ruas e reintegradas à sociedade com ações sociais que vão desde a entrega de cestas básicas até a realização de festas de aniversário. “A Igreja somos”, define o evangélico José Paulino, conhecido por Jucier, esclarecendo que a prática religiosa deve ser feita em qualquer lugar: no trabalho, num hotel, numa praça, num sítio, numa praia, numa casa etc. O próprio Jesus disse: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”, lembra o outro integrante da Igreja.

Notícias Cristãs com informações do Diário do Nordeste
http://news.noticiascristas.com/2011/01/

Monday, March 14, 2011

Evangélico Walter Williams é entrevistado pela revista Veja



Walter Williams

Posted: 12 Mar 2011 03:05 AM PST
Evangélico Walter Williams é entrevistado pela revista Veja
Texto de Reinado Azevedo
Um negro contra cotas e contra as leis que proíbem a discriminação! Sua crença: individualismo, escola de qualidade, igualdade perante a lei e liberdade de expressão
Walter Williams
Walter Williams é negro, tem 74 anos e dá aula de economia na Universidade George Mason, na Virginia. Já foi engraxate e carregador de taco de golfe. Na juventude, chegou a preferir o radical Malcom X ao pacifista Martins Luther King. Williams está convencido: quem vence o racismo é o mercado, não a política de cotas. Num momento em que o assistencialismo, no Brasil, virou uma categoria de pensamento incontrastável e em que se dá a isso o nome de “redistribuição de renda”, vocês precisam ler a entrevista que ele concedeu a André Petry, publicada nas páginas amarelas da VEJA desta semana. Como todos nós, o economista tem as suas convicções, mas, antes de mais nada, tem alguns números um tanto desconcertantes sobre o tal “estado de bem-estar social”.
Williams se considera um libertário e é um crítico ácido da interferência do Estado na vida dos indivíduos. O indivíduo, diga-se, está no centro de suas preocupações. Ah, sim: ele acha que Barack Obama acabará “sendo ruim para os negros”. Por quê? Porque “seu governo, na melhor das hipóteses, será um desastre igual ao de Jimmy Carter”. Abaixo, reproduzo trechos da entrevista, em que se encontram frases como estas:
- AVANÇO DOS NEGROS - “Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.”
- ESTADO E FAMÍLIA - “Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar”.
- MÃE SOLTEIRA PREMIADA - “Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que, nos anos da minha adolescência, entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.”
- SALÁRIO MÍNIMO - “O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.”
- AÇÕES AFIRMATIVAS - “O ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80.”
- COTAS RACIAIS NO BRASIL - “A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito.”
- LIVRE MERCADO E DISCRIMINAÇÃO - “A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação”.
- LIBERDADE DE EXPRESSÃO - “É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.
- AFRO-AMERICANOS - “Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um ‘afro-americano’?”
- ÁFRICA - “A África é um continente povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos”.
Leia mais um pouco da explosiva sensatez de Walter Williams. A íntegra da entrevista está na revista.
Em que aspectos a vida dos negros hoje é pior [nos Estados Unidos]?
Cresci na periferia pobre de Filadélfia entre os anos 40 e 50. Morávamos num conjunto habitacional popular sem grades nas janelas e dormíamos sossegados, sem barulho de tiros nas ruas. Sempre tive emprego, desde os 10 anos de idade. Engraxei sapatos, carreguei tacos no clube de golfe, trabalhei em restaurantes, entreguei correspondência nos feriados de Natal. As crianças negras de hoje que vivem na periferia de Filadélfia não têm essas oportunidades de emprego. No meu próximo livro, “Raça e Economia”, que sai no fim deste mês, mostro que, em 1948, o desemprego entre adolescentes negros era de 9.4%. Entre os brancos, 10.4%. Os negros eram mais ativos no mercado de trabalho. Hoje, nos bairros pobres de negros, por causa da criminalidade, boa parte das lojas e dos mercados fechou as portas. 
Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.
O estado de bem-estar social, com toda a variedade de benefícios sociais criados nas últimas décadas, não ajuda a aliviar a situação de pobreza dos negros de hoje?
Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar. Quando uma adolescente pobre fica grávida, ela ganha direito a se inscrever em programas habitacionais para morar de graça, recebe vale-alimentação, vale-transporte e uma série de outros benefícios. Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Muitas eram mandadas para o Sul, para viver com parentes. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que nos anos da minha adolescência entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%. O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.
As ações afirmativas e as cotas raciais não ajudaram a promover os negros americanos?
A primeira vez que se usou a ex-pressão “ação afirmativa” foi durante o governo de Richard Nixon [1969-1974]. Os negros naquele tempo já tinham feito avanços tremendos. Um colega tem um estudo que mostra que o ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80. Não se pode atribuir o sucesso dos negros às ações afirmativas.
Num país como o Brasil, onde os negros não avançaram tanto quanto nos Estados Unidos, as ações afirmativas não fazem sentido?
A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ações afirmativas por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve discriminação pesada no passado e há ainda, embora tremendamente atenuada. Mas nem tudo é fruto de discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença de desempenho acadêmico entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de físicos, químicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial.
Qual o meio mais eficaz para promover a igualdade racial?
Primeiro, não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, e isso não é um problema. O desejável é que todos sejamos iguais perante a lei. Somos iguais perante a lei. Mas diferentes na vida. Nos Estados Unidos, os judeus são 3% da população, mas ganham 35% dos prêmios Nobel. Talvez sejam mais inteligentes, talvez sua cultura premie mais a educação, não interessa. A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação. Mas, para ter um livre mercado que mereça esse nome, é recomendável eliminar toda lei que discrimina ou proíbe discriminar.
O senhor é contra leis que proíbem a discriminação?
Sou um defensor radical da liberdade individual. A discriminação é indesejável nas instituições financiadas pelo dinheiro do contribuinte. A Universidade George Manson tem dinheiro público. Portanto, não pode discriminar. Uma biblioteca pública, que recebe dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, não pode discriminar. Mas o resto pode. Um clube campestre, uma escola privada, seja o que for, tem o direito de discriminar. Acredito na liberdade de associação radical. As pessoas devem ser livres para se associar como quiserem.
Inclusive para reorganizar a Ku Klux Klan?
Sim, desde que não saiam matando e linchando pessoas, tudo bem. O verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que se associem em torno de ideais que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.
O senhor exige ser chamado de “afro-americano”?
Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um “afro-americano”? A África é um continente, povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos.
Fonte: Blog Reinaldo Azevedo
Divulgação: www.juliosevero.com
Artigos de Walter Williams traduzidos por Julio Severo:
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O racismo de Karl Marx
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